Secretário Geral da NCST- SP diz que Reforma da Previdência de Bolsonaro será um desastre para os brasileiros

 

IMG-20190220-WA0070Na Assembleia Nacional das Centrais Sindicais realizada quarta-feira (20/2) na Praça da Sé em São Paulo, José Alves do Couto Filho (Toré) secretário Geral da Nova Central – SP e presidente do STERIIISP – Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Setor Diferenciado de SP, afirmou que a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro (PSL), já entregue ao presidente da Câmara dos Deputados é mais nefasta com os trabalhadores (as), principalmente, as mulheres.

“A classe trabalhadora em 2017, via mobilizações conseguiu derrotar a reforma proposta pelo ex-presidente Michel Temer. Só que por outro lado, sofremos duas derrotas no parlamento com a aprovação da lei 13.467/17 da Reforma Trabalhista e a Lei da Terceirização irrestrita. Neste momento, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM/RJ) recebe das mãos de Bolsonaro o pacote de maldades contra o povo brasileiro. Teremos que resistir para barrar o desastre que significa tais mudanças na Previdência”, disse José Alves.

Em sua opinião os argumentos de que se não fizer as modificações no sistema de aposentadorias, poderá quebrar a Seguridade Social no País, são “falsas” e só visa penalizar os mais pobres e não mexerá com os “privilégios” dos juízes, o alto escalão dos militares e funcionalismo público e muito menos no dos políticos.

“Questões como a sonegação, os desvios de 1,3 trilhões de reais realizados pela Desvinculação de Receitas da União (DRU), a apropriação indébita de valos não repassados para o INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social-, a não cobrança dos grandes devedores, que causam um rombo de 600 bilhões na previdência, além da má gestão, não são enfrentados pelos setores que defendem às mudanças”, alertou Couto.

Que também classifica o projeto como “nefasto”, ao impor um sistema de capitalização individual de aposentarias semelhante a do Chile, que lá, gerou uma onda de miséria e suicídio na faixa da terceira idade. Que na grande maioria ganham em média 500 reais mensais. “Se for aprovada pelos parlamentares, a nova previdência irá prejudicar os mais pobre, principalmente, as mulheres”, finalizou Toré.