Reforma da Previdência de Bolsonaro passará recolhimento das contribuições para os bancos

bolsonaro-militares-rj-24112018131336815O modelo de reforma da Previdência do governo Bolsonaro (PSL), se aprovado, seguirá o modelo chileno de capitalização. Ou seja, as empresas deixem de recolher suas contribuições para o Estado e passem os fundos de capitalização privados, dos bancos. A ideia é que as empresas contribuam com o equivalente a 8,5% do salário do trabalhador, contra os atuais 20%. Os empregados também contribuiriam com uma parcela de 8,5%. Segundo o Diretor de Comunicação da Nova Central – SP Nailton Francisco de Souza (Porreta), pelas novas regras a serem implantadas os recursos deixarão de entrar nos cofres públicos e passarão a ser gerido pelas instituições financeiras, que deverão ver seus lucros crescerem em função das chamadas “taxas de administração”. Na visão das Centrais Sindicais, que organizam para o dia 20 de fevereiro uma Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora contra as mudanças já anunciadas na imprensa pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, a proposta provocará perda de renda dos trabalhadores (as), como já acontece do país vizinho com a aposentadoria por meio da capitalização. “Lá, cerca de 60% dos trabalhadores chilenos não consegue o benefício, que corresponde a US$ 226 e fica bem abaixo do salário mínimo que equivale a cerca de US$ 420. Os fundos de pensão que administram o sistema de previdência capitalizada, todos estrangeiros, controlam um montante correspondente a 80% do PIB do país. Também não há contribuição por parte do Estado ou dos empregadores”, diz Nailton. Também de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o governo pretende discutir o assunto em uma reunião marcada para esta quinta-feira (31/01) na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Além do modelo de capitalização da Previdência, o encontro também deverá discutir outros pontos como a o fim do pagamento integral de pensão por morte, o pagamento de pensão em um valor inferior ao salário mínimo e a desvinculação dos benefícios assistenciais do salário mínimo.