NCST – SP apoia XV Marcha da Consciência Negra

Consciencia NegraNa segunda-feira (20/11) o movimento negro do Estado de São Paulo esteve nas ruas em marcha pela construção de uma sociedade mais justa para todas e todos. A luta é em combate ao racismo, ao machismo, a lgbtfobia, a intolerância religiosa, ao encarceramento em massa, ao feminicídio, ao genocídio da juventude negra e todas as formas de violência e violação dos direitos humanos.

Cátia Laurindo, diretora de Assuntos Raciais da Nova Central – SP participou do evento que denunciou que o racismo mata! De acordo com os organizadores da marcha, a violência policial acontece sem qualquer controle nas periferias e atinge com mais frequência os jovens negros. São cotidianas as abordagens da polícia em que primeiro atira depois pergunta.

“Nas cadeias há um número assustador de pessoas presas sem terem tido julgamento, retidas na prisão pelo juiz sem que haja permissão da lei, pessoas mais tempo presas que sua pena autoriza. É um quadro trágico que se agrava com a política de guerra às drogas no Brasil”, disse Cátia.

Que segundo ela, o sistema de segurança pública no Brasil é falido, e a ação da polícia militar não garante a segurança dos cidadãos. “É necessário a construção de uma formação política, mais humana, sem os resquícios da ditadura militar e, acima de tudo, com forte ênfase antirracista”, disse.

 

Mulheres Negras em luta!

Outra grave forma de violência, dominação e opressão em nossa sociedade é o machismo. Por conta dele, emergem agressões de todo tipo contra as mulheres, ignoradas pela polícia, governos e pelo Ministério Público. Essa realidade encoraja agressores de toda a espécie levando a banalização de casos como o feminicídio – que é o assassinato de mulheres motivado pelo fato de as vítimas serem mulheres.

O encarceramento em massa da população negra avança a passos largos, alcançando mulheres que são submetidas a condições sub-humanas. São frequentes situações como falta de absorventes e descumprimento de regras de amamentação. O quadro deplorável a que são submetidas levam muitas ao suicídio, quadro que vem se agravando nas estatísticas de mulheres negras.

Da mesma forma o aborto, que é legalizado em inúmeras democracias do mundo, continua no Brasil a ser relegado como crime, onde as mulheres negras e pobres são as principais vítimas da criminalização.

O 20 de novembro foi o dia de relembrar a nossa resistência e nossa luta! E aos 130 anos de uma abolição inacabada (1888-1988)! Pela liberdade definitiva imediata de Rafael Braga! Pela Liberdade de Tatiane! Ambas pessoas negras encarceradas injustamente por serem pobres e pretos! Por justiça à Luanda Barbosa, João Victor, Leandro de Souza, Ricardo Nascimento, e todas as vítimas de chacinas nas periferias.

Pela liberdade imediata de Luiz Inácio Lula da Silva, um preso político, que foi privado de se candidatar a Presidência da República. Lutar pela libertação de Lula, é a luta do povo brasileiro pela democracia, soberania nacional e pelos nossos direitos.

Um dia de luto pelas negras e negros assassinados desde o golpe de 2016

Marielle e Anderson… Vive!

Moa do Katendê… Vive!

Charlione… Vive!

Um dia de homenagem a trajetória da luta de combate ao racismo no Brasil e no mundo

40 anos do MNU – Movimento Negro Unificado (1978-2018)

40 anos de Cadernos Negros (1978-2018)

40 anos do FECONEZU – Festival Comunitário Negro Zumbi (1978-2018)

35 anos dos APNs – Agentes de Pastoral Negros (1983-2018)

31 anos do Núcleo de Consciência Negra da USP (1987 – 2018)

30 anos do I Encontro Nacional de Mulheres Negras (1988 – 2018)

30 anos de Geledés – Instituto da Mulher Negra (1988 – 2018)

30 anos da UNEGRO – União de Negros pela Igualdade (1988 -2018)

Centenário do nascimento de Nelson Mandela (1918 – 2018)

20 de novembro de 2018

#RacismoNão

#EmDefesadaDemocracia

#PelosNossosDireitos

#ContraoFascismo