Extinção do MTE é afronta à Classe Trabalhadora!

45619154_503847920121018_5645236461889388544_nSe não for mais uma bravata do presidente eleito Jair Bolsonaro, a decisão de extinguir o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) representa mais um desrespeito à classe trabalhadora. Fechar um espaço institucional, em nível de governo, de discussão, balizamento e regulação das relações capital-trabalho significa fechar um canal de expressão dos trabalhadores (as).

Para Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente Estadual da Nova Central – SP esta medida deixará os patrões livres para descumprir as leis fiscalizadas pelo órgão, que coíbe e pune abusos por parte dos empresários (as) contra os direitos de seus funcionários (as).

Em tom de deboche, o Feputado Federal Onyx Lorenzoni (DEM/RS), indicado como ministro da Casa Civil do futuro governo, disse na terça-feira (8/11) que a reclamação das centrais sindicais sobre o possível fim do Ministério do Trabalho na gestão de Jair Bolsonaro não deve ser considera, por elas não terem lhe apoiado nas Eleições.

“Se dependesse dos sindicatos, Bolsonaro não teria sido eleito. Se dependesse das centrais sindicais brasileiras, o deputado Jair Bolsonaro não era presidente. Então, vamos fazer o que é melhor para o Brasil”, disse Onyx, ao deixar o apartamento funcional de Bolsonaro em Brasília.

A possibilidade também desagradou técnicos da pasta. Integrantes do ministério já procuraram a equipe de transição para dizer que a medida é prejudicial. Além disso, a assessoria de imprensa do Ministério divulgou nota lembrando que ele completará 88 anos no próximo dia 26 e foi criado para equilibrar as relações entre empregadores e trabalhadores.

Em nota o presidente Nacional da Nova Central, José Calixto Ramos afirmou que foi com muito pesar que recebeu a informação, amplamente compartilhada nos principais veículos de imprensa do país, de que seria extinto o MTE e reduzi-lo a uma pasta a ser incorporada por outro ministério.

“O resultado da equivocada decisão põe em risco todos os espaços de diálogo que já havíamos construído junto ao MT; Fóruns, comissões técnicas bipartites e tripartites; bem como os conselhos. Este importante canal de negociação junto ao Executivo, caso a decisão de extinguir o MT se concretize, terá efeitos reduzidos pela deliberada perda de protagonismo da única pasta ministerial que, de fato, nos representa”, diz a nota.