Ato contra a precarização do trabalho no McDonald’s

Fotos por: Eric Paixão

Na quinta-feira, 14 de abril, às 10h, o Sinthoresp e a Nova Central SP mobilizaram centenas de trabalhadores para protestar pelo centro de São Paulo por melhores condições de trabalho para o funcionários de redes de fast-food e principalmente contra a rede do McDonald’s, que é o segundo maior empregador do mundo e também o segundo pior empregador do mundo.

A campanha brasileira iniciou-se no dia 24 de fevereiro com o ingresso na Justiça trabalhistas de uma ação civil pública denunciando a prática de “dumping social” e recobrou forças em março, quando a empresa foi acionada uma vez mais. O McDonald´s é acusado de praticar a jornada móvel variável, o acúmulo de funções sem a devida remuneração e não reconhece a insalubridade de algumas funções. Esse modelo de negócio faz com que a rede no Brasil obtenha indevidamente vantagem competitiva sobre seus concorrentes. Entre as violações constatadas estão também o pagamento de salários com valores inferiores ao mínimo estabelecido por lei, horas extras habituais não remuneradas, supressão dos intervalos para descanso e refeições, indícios de fraudes nos holerites e no registro de horas trabalhadas, desempenho de múltiplas funções sem a devida remuneração, ausência de horários regulares de trabalho e atividades insalubres sem o uso de equipamento de proteção individual (inclusive com a utilização de mão de obra de adolescentes entre 16 e 18 anos, em atividades insalubres).

As violações às leis brasileiras constituem práticas de “Dumping Social” (quando a organização reduz os custos pagando salários mais baixos e oferece preços mais competitivos que os da concorrência). A rede também é acusada de praticar a jornada móvel e variável, o acúmulo de funções sem a devida remuneração e de submeter menores à condições insalubres de trabalho.

Fora percorrido o trajeto do Vão do MASP até a Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego no Estado de São Paulo onde funcionários do McDonalds, a Nova Central e o Sinthoresp entregaram a denúncia para o superintendente, Luiz Cláudio Marcolino.

A Nova Central não descansa quando o assunto é Condições Dignas de Trabalho para nossos jovens, que são a maioria a preencher o quadro de funcionários dessas empresas que se recusam a respeitar a legislação trabalhista vigente no nosso país.

Fonte: NCST/BA