14ª Jornada de Debates do Dieese fala sobre Reforma Trabalhista e anuncia: “O Brasil está à venda!”

No dia 27 O DIEESE e as Centrais Sindicais convidaram os dirigentes de São Paulo para a 14ª JORNADA NACIONAL DE DEBATES. O evento teve como tema a REFORMA TRABALHISTA e discutiu os efeitos sobre as relações de trabalho e as formas de organização que possibilitem resistir.

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O debate se encarregou de esclarecer todos os pontos ainda nebulosos da Reforma Trabalhista, na opinião de nosso presidente Luiz Gonçalves “é de extrema importância promover eventos assim, pois sabemos que a Reforma Trabalhista é muito ruim para o trabalhador e trabalhadora, porém existem certos aspectos que são de difíceis de compreender devido ao próprio caráter extremamente jurídico da redação, e o DIEESE consegue trazer a letra da lei para uma perspectiva real onde todos os dirigentes sindicais serão capazes de entender os desdobramentos de fato da aplicação da nova CLT.”

Durante o Debate Clemente Ganz Lúcio caminhou o público pela série de acontecimentos que nos trouxeram ao atual cenário político. ” O atual governo cria condições para que nossa economia seja completamente absorvida pelo capital estrangeiro, a privatização desenfreada retira as riquezas produzidas no país para que sejam lucradas por empresas americanas, norueguesas, chinesas etc,  e isso altera a dinâmica da economia brasileira, portanto para se adequar aos novos parâmetros do mercado financeiro, a Reforma Trabalhista é a solução perfeita para atender os pedidos dos empresários rapida e permanentemente.”

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Para o Presidente Luizinho o cenário é crítico “não vamos mentir, levamos um duro golpe e o que essa lei é capaz de fazer com a nossa economia e mais importante ainda, com a qualidade de vida da nossa população, é assustador. A CLT perdeu o seu caráter de proteção da parte hipossuficiente do contrato de trabalho (o empregado) e passa a ser uma ferramenta para que o patrão possa explorar a mão de obra a preço de banana e sem compromisso algum com a garantia de direitos para o exercício de trabalho digno. Na Nigéria os trabalhadores ganham cerca de 60 dólares por mês nas metalúrgicas, e o que a Reforma Trabalhista quer é baratear a mão de obra no Brasil até que possamos competir com os trabalhadores Nigerianos, chamando a atenção de montadoras para que se instalem em nosso país.”

Durante o evento foi levantada a possibilidade de Projeto de Iniciativa Popular para derrubar a Reforma Trabalhista, mas o que foi unânime é que a luta sindical deve se reinventar para permanecer, pois mais do que nunca o Sindicato será a última trincheira para defender a classe trabalhadora.