Mulheres das Centrais Sindicais realizam ato pelo fim da Violência contra a Mulher

 

IMG_3829

Para marcar os “16 dias de ativismo”, o Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais realizaram nesta terça (01) uma mobilização pelo fim da violência contra as mulheres no centro de São Paulo em frente ao Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo a atividade teve o apoio da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de São Paulo e contou com a participação da  Sra. Denise Motta Dau responsável pela pasta. A atividade foi marcada com apresentações artísticas e distribuição de panfletos com informações e orientações para identificar e denunciar qualquer tipo de violência contra mulher no local de trabalho.

A secretária Nacional de Mulheres da NCST Sônia Maria Zerino destacou, que a violência contra mulher é mais comum do que as pessoas imaginam, e que atos como este são importantes momentos de elevar a consciência das trabalhadoras e trabalhadores e a sociedade em geral no Combate de todo tipo de violência contra a mulher principalmente nas relações de trabalho a exemplo do assedio moral e sexual.

Sobre os 16 dias de ativismo

Os 16 Dias de Ativismo começaram em 1991, quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), iniciaram uma campanha com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo. No Brasil, a campanha dos 16 Dias se inicia em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra, e termina em 10 de dezembro.

Análise NCST-SP. 

A violência contra a mulher é legitimada pelas práticas sociais e culturas, motivada pelo gênero e invisibilizada perante a todos e todas, pois é institucionalizada socialmente colocando a mulher como alvo da arbitrariedade do homem em um estágio natural das relações sociais, não são apenas motivos biológicos que determinam os termos dessa relação desigual, mas sim as constatações socio-culturais reforçadas pelo patriarcado que estabelecem a relação de dominação do homem.

O sistema judiciário não funciona, pois pensar que as leis são feitas para todos é uma utopia. O direito igual é um mito, as leis são criadas por um grupo específico e aplicáveis a um grupo específico. Para que essa prática  seja erradicada é preciso que haja uma mudança cultural em relação a como as mulheres são vistas e tratadas, pois desde a infância estão incluídas nesse ciclo hierárquico patriarcal, onde existe o incentivo e reprodução nas grandes instituições para mantê-las em seu papel de inferioridade.

Para combater efetivamente a violência contra a mulher é preciso transgredir regras impostas há milênios, e é essencial que esse assunto seja debatido pelos movimentos sociais a fim de que eventualmente essa discussão atinja os pilares da família e essa relação de dominação do homem sobre a mulher seja enfim contestada, não apenas pelas feministas que existem dentro de um recorte social privilegiado, mas também pelas mulheres trabalhadoras que existem dentro de setores mais pobres da sociedade e que são as maiores vítimas da violência.