Depois de 15 anos líder sindical sofre nova perseguição política

44281358_2435266209823013_5591704560742694912_nA história de desmoralização e perseguição política insiste em repetir e acertar lideranças do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SINDMOTORISTAS – SP), entidade que completou em novembro 85 anos de lutas e conquistas. A categoria em 2003 foi surpreendida com uma operação da Polícia Federal e Ministério Público do Trabalho em que resultou na prisão de 18 diretores e um assessor político do Sindicato.

O episódio que ficou conhecido como: “A Guerra dos Transportes”, vitimou na época o então Secretário Geral José Valdevan de Jesus (Valdevan Novente), que atualmente é o presidente da entidade e foi recém-eleito Deputado Federal eleito com mais de 45 mil votos no Estado de Sergipe. Sua vitória desbancou políticos tradicionais e provocou a ira dos adversários inconformados com a derrota.

Baseado em denúncias de supostas irregularidades na prestação de contas de sua campanha, Valdevan Noventa foi detido na sexta-feira (07/12) e até o momento aguarda um habeas corpus impetrado por seus advogados na segunda-feira (10/12). Se não bastasse tamanha arbitrariedade e desnecessária prisão, o delegado da Polícia Federal e a Procuradora do Ministério Público tentam imputá-lo de outros crimes.

A impressão que se tem é que o vazamento seletivo de informações para a imprensa local tem o claro objetivo de influenciar a decisão final sobre o caso e também, denegrir a imagem do líder sindical, que havia anunciado que seu mandato seria inteiramente dedicado á população mais vulnerável e as causas da classe trabalhadora, que nos últimos anos sofreram centenas de ataques nos seus direitos.

Valdevan Noventa se destacou no movimento sindical por acreditar e defender que a prosperidade só será plenamente alcançada com uma justa e equitativa distribuição de renda e propriedade entre todos os membros da sociedade. E que a pobreza é um produto inevitável de um sistema injusto desenhado para explorar quem trabalha duro e seguem as regras.

Iniciou sua trajetória política na luta por melhores salários e condições de trabalho e saúde, para que o emprego remunerado permitisse significativo tempo para a família, os amigos, participação na vida comunitária e política, atividade física saudável, para a aprendizagem e crescimento espiritual.

Nos seus discursos faz questão de dizer que o sindicalista que se preze deve lutar por um mundo, não mais dividido entre os obscenamente ricos e os desesperadamente pobres. E sim, por uma sociedade com mais paz e menos violência, mais amor e menos ódio, mais esperança e menos medo.

Em sua opinião a pobreza, desemprego, taxas elevadas de criminalidade e famílias destruídas, são todos indicadores de um sistema econômico que dá maior prioridade à manutenção e aumento do poder e privilégio de uma pequena elite, do que propiciar os elementos essenciais da vida a todos.

Por defender estes pensamentos, se opor as perseguições, as desigualdades, o fim dos privilégios dos políticos profissionais e uma sociedade mais justa e igualitária, Valdevam neste momento da história, paga o preço por se posicionar contra e combater o clã dos poderosos do Estado de Sergipe.

Nailton Francisco de Souza

Diretor  de Comunicação da Nova Central – SP